optei por um estilo de vida incomum. é realmente cliché dizer que não se arrepende do que virou um erro, mas eu realmente não me arrependo.
quando você se sente num beco sem saída, ou com muitas opções e escolhas a fazer, você sempre olha pro passado. por mais doloroso e amargo, por mais doce e divino, por mais equilibrado ou mais sombrio que este seja. talvez seja buscando soluções pra o futuro, porém é o que mais te confunde.
o que te fez chegar até aqui?
dúvidas e lembranças. uma música que te faça lembrar do que aconteceu. frases de efeito a longo prazo, como plantas que criam raízes pra se espandir.
talvez com isso eu chegue ao meu lugar na vida. talvez não. mas o espírito nostálgico torna até as tardes mais ensolaradas e coloridas em cinzentas e frias.
optei pelo estilo de vida que quis. seria melhor se tivesse continuado a trilhar meu caminho ao sucesso? pensar sobre a vida me seria necessário?
cada vez que tento me esclarecer algo, mais me confundo. porque me faço perguntas, porque me critico, porque me encaro, porque tenho medo.
medo do que optei. medo do que verei. medo do futuro. e eu poderia viver num filme do passado, nesses tempos.
meu passado foi o futuro de alguém - de um eu menor, talvez. da minha pequena idade, das dúvidas que tinha em épocas que talvez nem lembre mais.
fui mais brava e corajosa ao, no dia de hoje, continuar a escrever enquanto queria viver, tão longe das palavras e perto dos atos.
o meu passado foi agir. quem sabe o que o futuro vai dizer sobre isso.
continua o filme do que me aconteceu, tarde cinzenta, crianças na escola. sorrisos singelos ao abrir mini-presentes, estar completa por estar do lado. abraçar e acolher. proteger da chuva.
não me sinto concluída e realizada com tanta merda escrita. acho que deixarei isso de lado pra viver.
(término ao som de: me in you - kings of convenience)
sábado, 24 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
sobre escrever
só queria escrever e quando eu quero, nada sai. é como se a força do hábito de se opor ao que querem me dominasse por completo no momento em que sei que preciso me expressar.
o mundo todo faz uma pose pra que minhas palavras saiam com clareza; como uma foto bem tirada daquele momento perfeito. mas nesse momento, solidão profunda, copos vazios, palitos queimados.
é o frio que faz dentro de mim ou fora que me faz arrepiar mesmo? as vezes eu nem sei.
assim como as vezes não sei pontuar frases, escrever exceção, ou até mesmo amar a minha imagem no espelho. e agora eu sei de tudo isso que eu disse, menos sobre o que eu escrevo.
perco fácil a linha do pensamento com uma playlist em aleatório. tomara que seja uma fase.
minha idéia de concluir é meio bagunçada. quanto mais escrevo, mais tenho dúvidas sobre o que escrevo. eu acho bonito escrever sobre amores, mas não. poderia escrever sobre esporte, o que me tornaria inútil a mim mesma. poderia comentar filmes, mas o que diabos eu sei sobre tudo isso? eu sei sobre mim, e mesmo que não me renda nada do que a sociedade procura, sendo dinheiro, fama, poder de mudar pessoas e seus desejos, falarei apenas sobre o que sei. filmes, amores e esportes que passarem em minha vida serão mero lucro - ao prazer que é desabafar, me está de bom tamanho.
uma auto-ajuda alternativa. péssimo termo. mas é vida, e assim ela vai...
ps.: eu não tenho nem alma, nem rosto, nem palavra, nem roupa... nada anarquista.
o mundo todo faz uma pose pra que minhas palavras saiam com clareza; como uma foto bem tirada daquele momento perfeito. mas nesse momento, solidão profunda, copos vazios, palitos queimados.
é o frio que faz dentro de mim ou fora que me faz arrepiar mesmo? as vezes eu nem sei.
assim como as vezes não sei pontuar frases, escrever exceção, ou até mesmo amar a minha imagem no espelho. e agora eu sei de tudo isso que eu disse, menos sobre o que eu escrevo.
perco fácil a linha do pensamento com uma playlist em aleatório. tomara que seja uma fase.
minha idéia de concluir é meio bagunçada. quanto mais escrevo, mais tenho dúvidas sobre o que escrevo. eu acho bonito escrever sobre amores, mas não. poderia escrever sobre esporte, o que me tornaria inútil a mim mesma. poderia comentar filmes, mas o que diabos eu sei sobre tudo isso? eu sei sobre mim, e mesmo que não me renda nada do que a sociedade procura, sendo dinheiro, fama, poder de mudar pessoas e seus desejos, falarei apenas sobre o que sei. filmes, amores e esportes que passarem em minha vida serão mero lucro - ao prazer que é desabafar, me está de bom tamanho.
uma auto-ajuda alternativa. péssimo termo. mas é vida, e assim ela vai...
ps.: eu não tenho nem alma, nem rosto, nem palavra, nem roupa... nada anarquista.
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