só queria escrever e quando eu quero, nada sai. é como se a força do hábito de se opor ao que querem me dominasse por completo no momento em que sei que preciso me expressar.
o mundo todo faz uma pose pra que minhas palavras saiam com clareza; como uma foto bem tirada daquele momento perfeito. mas nesse momento, solidão profunda, copos vazios, palitos queimados.
é o frio que faz dentro de mim ou fora que me faz arrepiar mesmo? as vezes eu nem sei.
assim como as vezes não sei pontuar frases, escrever exceção, ou até mesmo amar a minha imagem no espelho. e agora eu sei de tudo isso que eu disse, menos sobre o que eu escrevo.
perco fácil a linha do pensamento com uma playlist em aleatório. tomara que seja uma fase.
minha idéia de concluir é meio bagunçada. quanto mais escrevo, mais tenho dúvidas sobre o que escrevo. eu acho bonito escrever sobre amores, mas não. poderia escrever sobre esporte, o que me tornaria inútil a mim mesma. poderia comentar filmes, mas o que diabos eu sei sobre tudo isso? eu sei sobre mim, e mesmo que não me renda nada do que a sociedade procura, sendo dinheiro, fama, poder de mudar pessoas e seus desejos, falarei apenas sobre o que sei. filmes, amores e esportes que passarem em minha vida serão mero lucro - ao prazer que é desabafar, me está de bom tamanho.
uma auto-ajuda alternativa. péssimo termo. mas é vida, e assim ela vai...
ps.: eu não tenho nem alma, nem rosto, nem palavra, nem roupa... nada anarquista.
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