segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

vitória em fraqueza.

errei.
sempre soube.
antes mesmo de cometê-lo, eu senti.
foi gostoso errar.
mesmo que eu me arrependa.
e agora, nada posso fazer.
não existe amor em erro, dizem.
talvez eu esteja errada, acho que estou.
sigo errando.
porém, sigo me arrependendo.
escutem-me.
fui eu quem errei.
errar.
verbo estranho.
mas completo e complexo.
a palavra vale por mil.
errei.
contigo, comigo, erro quase comum.
minha consciencia disse algo.
esse algo me avisou.
mas foi gostoso errar.
e é essencial que eu termine isso com a minha maior vitória:
assumi.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sente-se e sinta.

Why let this go all the way down from here?
I'm here.

time to kill the queen

Preciso de exercícios que me tornem racional.
As coisas seriam mais simples se assim eu fosse. Racional. Chega a ser engraçado.
Fui criada pra perseguir meus sonhos, fui educada pra acreditar na possibilidade do impossível, e nos atuais dias, querem apenas que eu analise probabilidades.
Essa não é a minha natureza, embora esta eu queira que seja. Não estou acostumada e nem quero me acostumar a rejeições por acreditar no que acredito.
Ainda acredito nos meus sonhos, mas quero me tornar mais racional.
Talvez pra entender o que pensam todas as pessoas que lutam pra sufocar o que eu deveria ter sufocado desde o princípio.
Forçada, serei racional.
Sacrifício da parte que mais gosto em mim.
Sacrifício do que mais quero fazer.
Sacrifício de tudo o que eu acho mais bonito.
Sacrifícios.
Me dispor a fazê-los já me torna racional demais.
Yeah, it's time to kill the queen.

Seja racional.
But it requires courage and control now...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Monólogo imaginário.
— Vi almas.
— Não as vi.

— Sou eu.
— Percebi.

— Não estamos juntos.
— ...

— Oi oi oi.
—
(se este fosse imaginário, feliz eu seria)
É o fim do caminho.

use-o

me preocupo mais comigo que com o mundo.
que mundo?
meu mundo, o centro das minhas forças e atenções.
sou mais que uma pessoa, uma força, um eu.
penso que sou várias, o que o pó de tudo me deu.

meu nome é corpo, alguns me chamam de pecado;
preocupados com o inteléctuo foi que o mundo me esqueceu.
mas o que importa sou eu, eu e eu.



(tempos em que seu cérebro te pede pra deixar de explorar o desconhecido, o impensável e tocar apenas o que está presente, frente-a-frente e vês no espelho. que resolve problemas sem pensar, trepidar; está aqui e tudo o que precisas é parar de pensar)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

direta

meu bom humor anda afetando muitas vidas. minha carencia anda afetando meu bom humor. a sua ausencia andou causando essa carencia. essa ausencia é só falta do meu amor.


(começou como um tweet, mas tem mais de 140 caracteres)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Benvinda.

- É bom se sentir bem resolvida.
- Deve ser mesmo, querida. Mas tem um problema aí.
- E qual é o problema aqui?
- Você não come, não dorme, não geme, não grita. Sente que a dor é normal, saudável, se acostumou a ser triste. Você lembra dele, dela, sente saudade. Você passa em frente à construção sem perceber elogios. Você pensa no que pensam de você. Não age, só olha, espera e reage. Você não é bem resolvida. É o contrário. Fica parada esperando as coisas se resolverem - e elas não vão. Você quer um emprego e não busca. Você corre atrás do que não é bom. Não esconde quando precisa. Livro aberto pra quem não presta. Edita frases que não queria ter dito, mentindo, sem consciência. Não sabe escutar, só responde, só xinga.
- Como é?
- Porra, você é basicamente o oposto. De tudo o que diz, de tudo o que faz, de bem resolvida. Uma pena, mas bem vinda à vida.
- E é uma pena que você seja eu. Bem vinda à frente do espelho.

oh no, you are the knife.

Sabe cara, já é manhã. Minha busca pelo erro terminou, mas eu ainda sinto as coisas vazias. Se meu exterior tá cheio, o vazio é dentro de mim, certo? Certo. Vai saber. Hoje o dia vai ser só mais um dia. Notícias. Cenários. Reticências... e pontos finais. Mas pelo menos, fiz minha parte. Acho que essa parte aí é dar minha opinião, mas nem sei. Agora que tô incrivelmente atordoada, já não tenho mais disso. Opinião. Quem precisa da minha. O importante é que ela vai escutar minhas músicas, enquanto eu escuto as dele, que pensa nela, que é meio-termo, fria e quente, em cima do muro.
Vou falando, falando, falando - e esse clima quente deixa o meu coração gelado. Por dois segundos até acreditei que sou má. Mas o motivo de tudo isso é que, já é manhã. E você não está aqui.



(and i was thinking about love)

domingo, 12 de setembro de 2010

sobre o que eu queria

acordei, bebi, bebi um pouco mais, cai, conversei.
abracei amigos, bebi, cai, fumei, gritei, e continuei bebendo.
cai, bebi, fui pra casa, fiquei mal, dormi.
acordei, nem comi, vi uns amigos e bebi.
bebi, senti dores internas, externas e em palavras.
senti dores alheias, tomei remédios pra curá-las, bebi, e voltei pra casa.
mas foi voltando pra casa que percebi: eu não queria nada disso - só queria um grande amor.

domingo, 5 de setembro de 2010

sobre amor ao coito

Fui dormir já estava claro. As 11:30 chega a Mariana e arromba a porta com sua fala doce a meio - gritar: Caroooool! Queria que toda cobrança ou despejo fossem feitos com tal voz, talvez fossem muito mais felizes.

Mas o assunto é outro. Acho que o assunto é carma. Carma fora da cama. Daqueles que você suporta 23h por dia, porque na 1 em que estão juntos na cama fica tudo bem, e o carma vai embora. E quando há distância então? São 24h de carma constante até chegar à cama, uma vez ao mês, e olhe lá. Ela é mártir do carma esse tempo, até mais, se bobear. Ciúme patológico, brigas, separações e voltas é o carma em questão. Confesso que até ajudei num término, por telefone. Depois a choradeira. Como quem diz um “que será de mim sem um orgasmo ao mês?” nítido, mas escondido em prantos. E quando pergunto se ama, então? Mas ama? A resposta é não. E é sempre que a vejo feliz meio aos términos, numa hora ou outra de liberdade – até voltarem “as boas”, ao carma, assunto principal. Quantas seriam as horas felizes ao mês se trocasse o carma, o peso, coisa ruim, por liberdade, carência, meio-termo? Conseguiria orgasmos mais demorados e felizes, outrora “inexistentes”. E não acha isso, por pura ignorância. Só por achar que ninguém se compara ao amado carma dentro ou fora da cama.

Ou o gostoso é o carma? Uma hora em um mês nada mais é que... nada. Que se vive, que se esquece, que um mês depois já não vale mais a pena. Mas existe a tese “ela gosta é de sofrer”. Vai que é isso? Eu não sei. E quando me procura desesperada dizendo “estou cansada, vou terminar, não estou conseguindo respirar direito”, o pé é firme, a idéia é certa, a vida melhora, por horas, até o carma ligar. Então a faz sofrer, de novo, e voltam.

Porque ao certo, é melhor ter uma hora de paz, sossego e prazer, uma vez ao mês, na cama, do que viver por aí feliz e contente, sem pesos na mente. Ou não. Então explique-me, por favor.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

sobre a raquel de longe

não te conheço, é o que eu te digo. um espaço de tempo tão grande é necessário pra conseguir te transmitir tudo o que quero - e que a sua frente, sinto que bastaria um olhar.
talvez eu não te conheça, mas te conheço o suficiente, se é o que quer saber. as pessoas que me cercam não tem tanto conhecimento de mim quanto tens, nem recebem tanto afeto em palavras - mesmo que essas não o gritem -.
só recebo respostas, e mal sei como isso começou. penso ser é primeira vez que estou completamente satisfeita com uma relação.
concordando comigo, me chama atenção. discodas de mim então e tudo o que ganhas é minha admiração. dias distantes não me incomodam.
tudo o que quero é que saibas, que não te conheço, sei disso, mas sei tanto de ti, que andas presente em meus passos, olhares, palavras; talvez mais.
tudo o que quero é que saibas, que não te conheço e sei disso! mas sei tanto de ti que me refaço e me inspiro no que diz todos os dias, por te admirar.

não te conheço e confesso: mal sei do que se trata, mas o mal se trata com você.

obrigada, raquel.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

sobre ser repetitiva

...não era pra menos.
de repente eu era sua e, tão sozinha pela distancia, me fiz só amiga.

when i lost you, i lost myself in my words, in the world; and now we're just insults.

sobre poucos dias

Chapter 1.

Uma vida. Dois lados. Três, talvez. Indecisão. Pensamentos incômodos. Sentimentos incômodos. Tudo a incomodava, agora. Uma mão quente, outra gelada. 04h59min. Madrugada. Terça-feira. Várias músicas, e agora volta à visão daquele passado aconchegante, agora incômodo, também.

Chapter 2.

No mínimo dos mínimos, hoje é meu dia de sorte. Tenho várias opções e as chamo de “amores”. Tenho um bom gosto, estou sozinha e me acompanho de quem quiser. Tenho meu cigarro pra quando precisar, café cheio de cafeína, decaff, com adoçante, açúcar, e o tempero da minha vida está em minhas mãos. Tenho a palavra certa pra dizer, não estou segura disso, mas tenho segurança de que vai funcionar.

Chapter 3.

Quem eu pensava que era? E quando eu achei que ia parar? Onde é que ia dar? Dia 20, mês que vem? Fevereiro, no próximo ano, talvez. Não tem conserto pra mim agora; não tem conserto pra mim que vivi até agora cheia de um nada, que me é tirado quando entra o “tudo”.

Tanta palavra pra nada. Pointless. Eu não estou esperando por ninguém, mas sempre quis que, em todo esse tempo, alguém esperasse por mim. Esse seria o sinal. A dádiva. Ou talvez a dívida, heh. Mas é que eu nunca me senti tão inútil. Embora já tenha sentido essa baboseira várias vezes em vida; não posso deixar de apontar.

Eu só queria ser mais poética para comigo mesma. Dar-me um bom dia e me esquecer da saudade que sinto de você. Ou dele. Ou daquele outro, que se foi há tanto tempo.

Não estou segura do que quero. De quem eu quero. Mas o que eu preciso no momento, é tirar esse vazio de dentro de mim. Esse mesmo, que me faz não fazer sentido algum a olho nu.

Ai de mim se eu soubesse antes o que sei agora. (Mas infelizmente erraria tudo exatamente igual, como disse alguma música)

Chapter 4.

Tô naquele ponto onde não tem mais volta. Mas tá tudo sob controle. Eu estou em minhas mãos.

(Eu realmente espero por você esquentar meus dias de novo.)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

sobre saber das minhas palavras

Eu nunca soube do que realmente precisava. Talvez até hoje não saiba. Mas sei o que me faz falta, o que me impulsionava, e o que me torna eu.

Um eu intenso que vai além das características da minha alma passional feminina, que está acima até de minhas expectativas pra comigo mesma. Um eu que com você, pode contar.

Aquele contar que vai além de palavras, presença, calor e abraços, embora seja melhor dessa forma. Um contar que junta os pensamentos negativos do dia-a-dia, as preocupações e os transforma em lixo, usando apenas uma frase. Um olhar que atravessa muitas vidas pra chegar até o meu. Um olhar: mas que parta de você.

Um você, que eu pense ser sublime, ame de forma sutil, e no momento em que eu esconda o amor, esse você me mostre que não é necessário. Porque você vai além de amar e amor, ou pensamentos de caráter meramente humano. Você que está no centro das minhas atenções, o tempo todo, quando escrevo, acordo, canto, sorrio, abraço ou espero. A você eu digo o que quero, logo que quero, sempre que quero. E TE QUERO.

Você é o que eu realmente preciso. Você é quem eu posso contar.

Só preciso me focar agora é em fazer com que você exista. (Mesmo sabendo quem você é)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

sobre minha utilidade

Sou inútil. E só comecei a perceber tal inútil coisa agora. Sentada em uma cama. Cheia de emoções e pensamentos – todos eles como eu. Olhando pras paredes e portas, todos eles tão ocupados e cheios de função. E servem a mim. Uma simples e inútil.

Queria me sentir apenas como um objeto. Acham isso ruim e não sei porque. Inutilidades têm mais valor que eu e nunca soube. Desde o princípio eu era o centro das minhas atenções. Hoje me foco em janelas, meses, casas, e almas alheias. Interessantes, penso. Mais que eu.

Que quero dizer em “sou inútil”? Não quero mais ser.

sábado, 24 de julho de 2010

sobre pensar ao léu

optei por um estilo de vida incomum. é realmente cliché dizer que não se arrepende do que virou um erro, mas eu realmente não me arrependo.
quando você se sente num beco sem saída, ou com muitas opções e escolhas a fazer, você sempre olha pro passado. por mais doloroso e amargo, por mais doce e divino, por mais equilibrado ou mais sombrio que este seja. talvez seja buscando soluções pra o futuro, porém é o que mais te confunde.
o que te fez chegar até aqui?
dúvidas e lembranças. uma música que te faça lembrar do que aconteceu. frases de efeito a longo prazo, como plantas que criam raízes pra se espandir.
talvez com isso eu chegue ao meu lugar na vida. talvez não. mas o espírito nostálgico torna até as tardes mais ensolaradas e coloridas em cinzentas e frias.
optei pelo estilo de vida que quis. seria melhor se tivesse continuado a trilhar meu caminho ao sucesso? pensar sobre a vida me seria necessário?

cada vez que tento me esclarecer algo, mais me confundo. porque me faço perguntas, porque me critico, porque me encaro, porque tenho medo.
medo do que optei. medo do que verei. medo do futuro. e eu poderia viver num filme do passado, nesses tempos.

meu passado foi o futuro de alguém - de um eu menor, talvez. da minha pequena idade, das dúvidas que tinha em épocas que talvez nem lembre mais.
fui mais brava e corajosa ao, no dia de hoje, continuar a escrever enquanto queria viver, tão longe das palavras e perto dos atos.

o meu passado foi agir. quem sabe o que o futuro vai dizer sobre isso.

continua o filme do que me aconteceu, tarde cinzenta, crianças na escola. sorrisos singelos ao abrir mini-presentes, estar completa por estar do lado. abraçar e acolher. proteger da chuva.

não me sinto concluída e realizada com tanta merda escrita. acho que deixarei isso de lado pra viver.


(término ao som de: me in you - kings of convenience)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

sobre escrever

só queria escrever e quando eu quero, nada sai. é como se a força do hábito de se opor ao que querem me dominasse por completo no momento em que sei que preciso me expressar.
o mundo todo faz uma pose pra que minhas palavras saiam com clareza; como uma foto bem tirada daquele momento perfeito. mas nesse momento, solidão profunda, copos vazios, palitos queimados.
é o frio que faz dentro de mim ou fora que me faz arrepiar mesmo? as vezes eu nem sei.
assim como as vezes não sei pontuar frases, escrever exceção, ou até mesmo amar a minha imagem no espelho. e agora eu sei de tudo isso que eu disse, menos sobre o que eu escrevo.
perco fácil a linha do pensamento com uma playlist em aleatório. tomara que seja uma fase.

minha idéia de concluir é meio bagunçada. quanto mais escrevo, mais tenho dúvidas sobre o que escrevo. eu acho bonito escrever sobre amores, mas não. poderia escrever sobre esporte, o que me tornaria inútil a mim mesma. poderia comentar filmes, mas o que diabos eu sei sobre tudo isso? eu sei sobre mim, e mesmo que não me renda nada do que a sociedade procura, sendo dinheiro, fama, poder de mudar pessoas e seus desejos, falarei apenas sobre o que sei. filmes, amores e esportes que passarem em minha vida serão mero lucro - ao prazer que é desabafar, me está de bom tamanho.

uma auto-ajuda alternativa. péssimo termo. mas é vida, e assim ela vai...

ps.: eu não tenho nem alma, nem rosto, nem palavra, nem roupa... nada anarquista.