sexta-feira, 6 de agosto de 2010

sobre minha utilidade

Sou inútil. E só comecei a perceber tal inútil coisa agora. Sentada em uma cama. Cheia de emoções e pensamentos – todos eles como eu. Olhando pras paredes e portas, todos eles tão ocupados e cheios de função. E servem a mim. Uma simples e inútil.

Queria me sentir apenas como um objeto. Acham isso ruim e não sei porque. Inutilidades têm mais valor que eu e nunca soube. Desde o princípio eu era o centro das minhas atenções. Hoje me foco em janelas, meses, casas, e almas alheias. Interessantes, penso. Mais que eu.

Que quero dizer em “sou inútil”? Não quero mais ser.

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