quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Árvore Frondosa

Tu ves, oh moço? Aquela árvore tombada?
Sem jeito e desgarrada
Nos galhos que ela criou?
Foi ela grande e faceira
Como cabocla trigueira
Dançava a luz do luar

E ao vê-la inerte e caída
De seus galhos já despida
A dor a mim cobriu

Tu ves, oh moço? Aquelas árvores grandes e pequenas?
São suas filhas e amigas
E chora a dor dessa pena

Foi mãe amiga e bondosa
Filha amiga e carinhosa
Mas agora o que resta?
Só, saudade, de uma árvore frondosa...


Bella Oliveira

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