Tu ves, oh moço? Aquela árvore tombada?
Sem jeito e desgarrada
Nos galhos que ela criou?
Foi ela grande e faceira
Como cabocla trigueira
Dançava a luz do luar
E ao vê-la inerte e caída
De seus galhos já despida
A dor a mim cobriu
Tu ves, oh moço? Aquelas árvores grandes e pequenas?
São suas filhas e amigas
E chora a dor dessa pena
Foi mãe amiga e bondosa
Filha amiga e carinhosa
Mas agora o que resta?
Só, saudade, de uma árvore frondosa...
Bella Oliveira
Nenhum comentário:
Postar um comentário