terça-feira, 17 de agosto de 2010

sobre ser repetitiva

...não era pra menos.
de repente eu era sua e, tão sozinha pela distancia, me fiz só amiga.

when i lost you, i lost myself in my words, in the world; and now we're just insults.

sobre poucos dias

Chapter 1.

Uma vida. Dois lados. Três, talvez. Indecisão. Pensamentos incômodos. Sentimentos incômodos. Tudo a incomodava, agora. Uma mão quente, outra gelada. 04h59min. Madrugada. Terça-feira. Várias músicas, e agora volta à visão daquele passado aconchegante, agora incômodo, também.

Chapter 2.

No mínimo dos mínimos, hoje é meu dia de sorte. Tenho várias opções e as chamo de “amores”. Tenho um bom gosto, estou sozinha e me acompanho de quem quiser. Tenho meu cigarro pra quando precisar, café cheio de cafeína, decaff, com adoçante, açúcar, e o tempero da minha vida está em minhas mãos. Tenho a palavra certa pra dizer, não estou segura disso, mas tenho segurança de que vai funcionar.

Chapter 3.

Quem eu pensava que era? E quando eu achei que ia parar? Onde é que ia dar? Dia 20, mês que vem? Fevereiro, no próximo ano, talvez. Não tem conserto pra mim agora; não tem conserto pra mim que vivi até agora cheia de um nada, que me é tirado quando entra o “tudo”.

Tanta palavra pra nada. Pointless. Eu não estou esperando por ninguém, mas sempre quis que, em todo esse tempo, alguém esperasse por mim. Esse seria o sinal. A dádiva. Ou talvez a dívida, heh. Mas é que eu nunca me senti tão inútil. Embora já tenha sentido essa baboseira várias vezes em vida; não posso deixar de apontar.

Eu só queria ser mais poética para comigo mesma. Dar-me um bom dia e me esquecer da saudade que sinto de você. Ou dele. Ou daquele outro, que se foi há tanto tempo.

Não estou segura do que quero. De quem eu quero. Mas o que eu preciso no momento, é tirar esse vazio de dentro de mim. Esse mesmo, que me faz não fazer sentido algum a olho nu.

Ai de mim se eu soubesse antes o que sei agora. (Mas infelizmente erraria tudo exatamente igual, como disse alguma música)

Chapter 4.

Tô naquele ponto onde não tem mais volta. Mas tá tudo sob controle. Eu estou em minhas mãos.

(Eu realmente espero por você esquentar meus dias de novo.)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

sobre saber das minhas palavras

Eu nunca soube do que realmente precisava. Talvez até hoje não saiba. Mas sei o que me faz falta, o que me impulsionava, e o que me torna eu.

Um eu intenso que vai além das características da minha alma passional feminina, que está acima até de minhas expectativas pra comigo mesma. Um eu que com você, pode contar.

Aquele contar que vai além de palavras, presença, calor e abraços, embora seja melhor dessa forma. Um contar que junta os pensamentos negativos do dia-a-dia, as preocupações e os transforma em lixo, usando apenas uma frase. Um olhar que atravessa muitas vidas pra chegar até o meu. Um olhar: mas que parta de você.

Um você, que eu pense ser sublime, ame de forma sutil, e no momento em que eu esconda o amor, esse você me mostre que não é necessário. Porque você vai além de amar e amor, ou pensamentos de caráter meramente humano. Você que está no centro das minhas atenções, o tempo todo, quando escrevo, acordo, canto, sorrio, abraço ou espero. A você eu digo o que quero, logo que quero, sempre que quero. E TE QUERO.

Você é o que eu realmente preciso. Você é quem eu posso contar.

Só preciso me focar agora é em fazer com que você exista. (Mesmo sabendo quem você é)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

sobre minha utilidade

Sou inútil. E só comecei a perceber tal inútil coisa agora. Sentada em uma cama. Cheia de emoções e pensamentos – todos eles como eu. Olhando pras paredes e portas, todos eles tão ocupados e cheios de função. E servem a mim. Uma simples e inútil.

Queria me sentir apenas como um objeto. Acham isso ruim e não sei porque. Inutilidades têm mais valor que eu e nunca soube. Desde o princípio eu era o centro das minhas atenções. Hoje me foco em janelas, meses, casas, e almas alheias. Interessantes, penso. Mais que eu.

Que quero dizer em “sou inútil”? Não quero mais ser.

sábado, 24 de julho de 2010

sobre pensar ao léu

optei por um estilo de vida incomum. é realmente cliché dizer que não se arrepende do que virou um erro, mas eu realmente não me arrependo.
quando você se sente num beco sem saída, ou com muitas opções e escolhas a fazer, você sempre olha pro passado. por mais doloroso e amargo, por mais doce e divino, por mais equilibrado ou mais sombrio que este seja. talvez seja buscando soluções pra o futuro, porém é o que mais te confunde.
o que te fez chegar até aqui?
dúvidas e lembranças. uma música que te faça lembrar do que aconteceu. frases de efeito a longo prazo, como plantas que criam raízes pra se espandir.
talvez com isso eu chegue ao meu lugar na vida. talvez não. mas o espírito nostálgico torna até as tardes mais ensolaradas e coloridas em cinzentas e frias.
optei pelo estilo de vida que quis. seria melhor se tivesse continuado a trilhar meu caminho ao sucesso? pensar sobre a vida me seria necessário?

cada vez que tento me esclarecer algo, mais me confundo. porque me faço perguntas, porque me critico, porque me encaro, porque tenho medo.
medo do que optei. medo do que verei. medo do futuro. e eu poderia viver num filme do passado, nesses tempos.

meu passado foi o futuro de alguém - de um eu menor, talvez. da minha pequena idade, das dúvidas que tinha em épocas que talvez nem lembre mais.
fui mais brava e corajosa ao, no dia de hoje, continuar a escrever enquanto queria viver, tão longe das palavras e perto dos atos.

o meu passado foi agir. quem sabe o que o futuro vai dizer sobre isso.

continua o filme do que me aconteceu, tarde cinzenta, crianças na escola. sorrisos singelos ao abrir mini-presentes, estar completa por estar do lado. abraçar e acolher. proteger da chuva.

não me sinto concluída e realizada com tanta merda escrita. acho que deixarei isso de lado pra viver.


(término ao som de: me in you - kings of convenience)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

sobre escrever

só queria escrever e quando eu quero, nada sai. é como se a força do hábito de se opor ao que querem me dominasse por completo no momento em que sei que preciso me expressar.
o mundo todo faz uma pose pra que minhas palavras saiam com clareza; como uma foto bem tirada daquele momento perfeito. mas nesse momento, solidão profunda, copos vazios, palitos queimados.
é o frio que faz dentro de mim ou fora que me faz arrepiar mesmo? as vezes eu nem sei.
assim como as vezes não sei pontuar frases, escrever exceção, ou até mesmo amar a minha imagem no espelho. e agora eu sei de tudo isso que eu disse, menos sobre o que eu escrevo.
perco fácil a linha do pensamento com uma playlist em aleatório. tomara que seja uma fase.

minha idéia de concluir é meio bagunçada. quanto mais escrevo, mais tenho dúvidas sobre o que escrevo. eu acho bonito escrever sobre amores, mas não. poderia escrever sobre esporte, o que me tornaria inútil a mim mesma. poderia comentar filmes, mas o que diabos eu sei sobre tudo isso? eu sei sobre mim, e mesmo que não me renda nada do que a sociedade procura, sendo dinheiro, fama, poder de mudar pessoas e seus desejos, falarei apenas sobre o que sei. filmes, amores e esportes que passarem em minha vida serão mero lucro - ao prazer que é desabafar, me está de bom tamanho.

uma auto-ajuda alternativa. péssimo termo. mas é vida, e assim ela vai...

ps.: eu não tenho nem alma, nem rosto, nem palavra, nem roupa... nada anarquista.