domingo, 12 de setembro de 2010
sobre o que eu queria
abracei amigos, bebi, cai, fumei, gritei, e continuei bebendo.
cai, bebi, fui pra casa, fiquei mal, dormi.
acordei, nem comi, vi uns amigos e bebi.
bebi, senti dores internas, externas e em palavras.
senti dores alheias, tomei remédios pra curá-las, bebi, e voltei pra casa.
mas foi voltando pra casa que percebi: eu não queria nada disso - só queria um grande amor.
domingo, 5 de setembro de 2010
sobre amor ao coito
Fui dormir já estava claro. As 11:30 chega a Mariana e arromba a porta com sua fala doce a meio - gritar: Caroooool! Queria que toda cobrança ou despejo fossem feitos com tal voz, talvez fossem muito mais felizes.
Mas o assunto é outro. Acho que o assunto é carma. Carma fora da cama. Daqueles que você suporta 23h por dia, porque na 1 em que estão juntos na cama fica tudo bem, e o carma vai embora. E quando há distância então? São 24h de carma constante até chegar à cama, uma vez ao mês, e olhe lá. Ela é mártir do carma esse tempo, até mais, se bobear. Ciúme patológico, brigas, separações e voltas é o carma em questão. Confesso que até ajudei num término, por telefone. Depois a choradeira. Como quem diz um “que será de mim sem um orgasmo ao mês?” nítido, mas escondido em prantos. E quando pergunto se ama, então? Mas ama? A resposta é não. E é sempre que a vejo feliz meio aos términos, numa hora ou outra de liberdade – até voltarem “as boas”, ao carma, assunto principal. Quantas seriam as horas felizes ao mês se trocasse o carma, o peso, coisa ruim, por liberdade, carência, meio-termo? Conseguiria orgasmos mais demorados e felizes, outrora “inexistentes”. E não acha isso, por pura ignorância. Só por achar que ninguém se compara ao amado carma dentro ou fora da cama.
Ou o gostoso é o carma? Uma hora em um mês nada mais é que... nada. Que se vive, que se esquece, que um mês depois já não vale mais a pena. Mas existe a tese “ela gosta é de sofrer”. Vai que é isso? Eu não sei. E quando me procura desesperada dizendo “estou cansada, vou terminar, não estou conseguindo respirar direito”, o pé é firme, a idéia é certa, a vida melhora, por horas, até o carma ligar. Então a faz sofrer, de novo, e voltam.
Porque ao certo, é melhor ter uma hora de paz, sossego e prazer, uma vez ao mês, na cama, do que viver por aí feliz e contente, sem pesos na mente. Ou não. Então explique-me, por favor.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
sobre a raquel de longe
talvez eu não te conheça, mas te conheço o suficiente, se é o que quer saber. as pessoas que me cercam não tem tanto conhecimento de mim quanto tens, nem recebem tanto afeto em palavras - mesmo que essas não o gritem -.
só recebo respostas, e mal sei como isso começou. penso ser é primeira vez que estou completamente satisfeita com uma relação.
concordando comigo, me chama atenção. discodas de mim então e tudo o que ganhas é minha admiração. dias distantes não me incomodam.
tudo o que quero é que saibas, que não te conheço, sei disso, mas sei tanto de ti, que andas presente em meus passos, olhares, palavras; talvez mais.
tudo o que quero é que saibas, que não te conheço e sei disso! mas sei tanto de ti que me refaço e me inspiro no que diz todos os dias, por te admirar.
não te conheço e confesso: mal sei do que se trata, mas o mal se trata com você.
obrigada, raquel.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
sobre ser repetitiva
de repente eu era sua e, tão sozinha pela distancia, me fiz só amiga.
when i lost you, i lost myself in my words, in the world; and now we're just insults.
sobre poucos dias
Chapter 1.
Uma vida. Dois lados. Três, talvez. Indecisão. Pensamentos incômodos. Sentimentos incômodos. Tudo a incomodava, agora. Uma mão quente, outra gelada. 04h59min. Madrugada. Terça-feira. Várias músicas, e agora volta à visão daquele passado aconchegante, agora incômodo, também.
Chapter 2.
No mínimo dos mínimos, hoje é meu dia de sorte. Tenho várias opções e as chamo de “amores”. Tenho um bom gosto, estou sozinha e me acompanho de quem quiser. Tenho meu cigarro pra quando precisar, café cheio de cafeína, decaff, com adoçante, açúcar, e o tempero da minha vida está em minhas mãos. Tenho a palavra certa pra dizer, não estou segura disso, mas tenho segurança de que vai funcionar.
Chapter 3.
Quem eu pensava que era? E quando eu achei que ia parar? Onde é que ia dar? Dia 20, mês que vem? Fevereiro, no próximo ano, talvez. Não tem conserto pra mim agora; não tem conserto pra mim que vivi até agora cheia de um nada, que me é tirado quando entra o “tudo”.
Tanta palavra pra nada. Pointless. Eu não estou esperando por ninguém, mas sempre quis que, em todo esse tempo, alguém esperasse por mim. Esse seria o sinal. A dádiva. Ou talvez a dívida, heh. Mas é que eu nunca me senti tão inútil. Embora já tenha sentido essa baboseira várias vezes em vida; não posso deixar de apontar.
Eu só queria ser mais poética para comigo mesma. Dar-me um bom dia e me esquecer da saudade que sinto de você. Ou dele. Ou daquele outro, que se foi há tanto tempo.
Não estou segura do que quero. De quem eu quero. Mas o que eu preciso no momento, é tirar esse vazio de dentro de mim. Esse mesmo, que me faz não fazer sentido algum a olho nu.
Ai de mim se eu soubesse antes o que sei agora. (Mas infelizmente erraria tudo exatamente igual, como disse alguma música)
Chapter 4.
Tô naquele ponto onde não tem mais volta. Mas tá tudo sob controle. Eu estou em minhas mãos.
(Eu realmente espero por você esquentar meus dias de novo.)
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sobre saber das minhas palavras
Eu nunca soube do que realmente precisava. Talvez até hoje não saiba. Mas sei o que me faz falta, o que me impulsionava, e o que me torna eu.
Um eu intenso que vai além das características da minha alma passional feminina, que está acima até de minhas expectativas pra comigo mesma. Um eu que com você, pode contar.
Aquele contar que vai além de palavras, presença, calor e abraços, embora seja melhor dessa forma. Um contar que junta os pensamentos negativos do dia-a-dia, as preocupações e os transforma em lixo, usando apenas uma frase. Um olhar que atravessa muitas vidas pra chegar até o meu. Um olhar: mas que parta de você.
Um você, que eu pense ser sublime, ame de forma sutil, e no momento em que eu esconda o amor, esse você me mostre que não é necessário. Porque você vai além de amar e amor, ou pensamentos de caráter meramente humano. Você que está no centro das minhas atenções, o tempo todo, quando escrevo, acordo, canto, sorrio, abraço ou espero. A você eu digo o que quero, logo que quero, sempre que quero. E TE QUERO.
Você é o que eu realmente preciso. Você é quem eu posso contar.
Só preciso me focar agora é em fazer com que você exista. (Mesmo sabendo quem você é)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
sobre minha utilidade
Sou inútil. E só comecei a perceber tal inútil coisa agora. Sentada em uma cama. Cheia de emoções e pensamentos – todos eles como eu. Olhando pras paredes e portas, todos eles tão ocupados e cheios de função. E servem a mim. Uma simples e inútil.
Queria me sentir apenas como um objeto. Acham isso ruim e não sei porque. Inutilidades têm mais valor que eu e nunca soube. Desde o princípio eu era o centro das minhas atenções. Hoje me foco em janelas, meses, casas, e almas alheias. Interessantes, penso. Mais que eu.
Que quero dizer em “sou inútil”? Não quero mais ser.